











Mário Tiago Paixão
VENCEDOR DO PRÉMIO DE POESIA OXALÁ 2025
O vencedor do Prémio de Poesia Oxalá 2025 é um trabalho intitulado “Do corpo ao Algoritmo, da planta ao relógio”. Trata-se de um conjunto de poemas de onde se desprende um olhar crítico perante a tecnologia que domina a nossa atualidade, com o intuito de fazer brotar a dimensão humana numa sociedade cada vez mais mecanizada. Deste modo, numa linguagem híbrida, denuncia-se a automatização da vida e celebra-se um regresso à organicidade, transformando algoritmos em carne e raízes em código, num constante questionamento do que é humano.
O júri do Prémio de Poesia Oxalá 2025 Cristina Torrão, escritora (Alemanha), Diniz Borges, professor universitário, escritor e tradutor, (USA), Daniel Bastos, historiador (Portugal), Dora Gago, escritora, e professora universitária, (Portugal).
Mário Tiago Paixão (Lisboa, 1982) é escritor e professor universitário. Estudou Línguas e Literaturas Modernas na Universidade Nova de Lisboa e, depois, partiu para Paris, onde trabalhou como Assistente de Português na Academia de Versalhes e aprendeu o ofício de estrangeiro. Vive hoje em Ancara, cidade onde o idioma se tornou também uma casa. Aí, leciona e coordena os Estudos Portugueses na Universidade de Ancara, ao serviço do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., e é responsável pelos projetos culturais da Embaixada de Portugal na Turquia. É autor de quatro livros de poesia. A sua escrita interroga o gesto e o limite, o modo como a linguagem se transforma em corpo e o corpo em ausência. Entre a luz e o erro, constrói uma voz de lucidez inquieta, onde cada palavra parece procurar o seu silêncio. Publicado em Portugal, Turquia, Brasil e Itália, tem presença em diversas revistas e antologias literárias.
